Estúdio Fotográfico ‘shining’

Ventura Trindade Arquitectos  · Estúdio Fotográfico ‘shining’
Ventura Trindade Arquitectos

A meio caminho entre a Estação de Sta. Apolónia e a Expo’98, pela avenida marginal que desenha o contorno oriental da cidade, descobre-se agora, de novo, um bairro - o Beato – marcado ainda pelo ambiente industrial e antigas habitações operárias, entre armazéns vários onde se guardam memórias de épocas mais prósperas, oficinas de automóveis e o “Teatro da Garagem”.

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A luz intensa e branca, característica destas faixas ribeirinhas em Lisboa, e o contexto algo decadente, estabelecem a intriga.

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O programa não podia ser mais claro. Um estúdio para fotografia com luz de dia e um outro, negro, apenas iluminado de modo iartificial. Uma área de trabalho administrativo, camarins, arrumos e espaços de apoio.

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Uma área de descanso aberta sobre o espaço principal onde se realizam as sessões fotográficas, com um bar de apoio que permita que todo o espaço se abra a festas, de vez em quando.

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Parte da construção existente eleva-se de modo a permitir o acesso ao interior do quarteirão, perfurado também do lado oposto virado ao rio. Acrescentámos um piso superior, para os escritórios, rematando a cércea do armazém ao lado. Sob a passagem automóvel, o ‘Lounge’ é aberto em dois grandes envidraçados, permitindo perceber o percurso através do quarteirão.

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Noutro sentido, o vazio vertical na entrada do estúdio atravesa os dois pisos do antigo armazém, funcionando como acesso de carga e descarga das peças a fotografar no piso superior. Um guincho e uma cortina negra percorrem toda a altura.

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O piso térreo, do estúdio escuro é obviamente pintado a preto e envolto num recinto de cortinas negras que impedem a luz natural. O piso superior, é intensamente branco, sem limites marcados e com uma cobertura transparente.

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A experiência de passar de um espaço a outro é violenta. O olhar leva muito tempo a adaptar-se a este contraste intenso. A retina contraí-se, procurando proteger-se do excesso de luz, ou dilata-se até quase ao diâmentro do olho, tentando ver no escuro.

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Em dada altura, todos estes movimentos nos pareceram semelhantes ao funcionamento de uma câmara fotográfica.

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